sábado, 8 de outubro de 2016

VIOLÊNCIA ESCOLAR

Quando ela se torna um obstáculo no processo de aprendizagem

Amanda Araujo Rosa
Patrícia L Pellegrino Costa
Rosimeri da Silva Martins
UERJ

Ir para a escola tem se tornado um desafio para inúmeros alunos quando os dados sobre vítimas da violência escolar têm se tornado alarmantes. Segundo o pesquisador Brian Perkins que estuda o clima escolar em países como a China, África do Sul e Índia, o Brasil tem o seu referencial na violência. Ele fala dos impactos fisiológicos que ocorrem nos alunos brasileiros, “quando a adrenalina entra no sistema, faz o córtex cerebral se desligar. É a parte mais primitiva do cérebro que passa a receber a maior parte das ondas cerebrais” diz Perkins.
Em outras palavras se o aluno está com toda a sua energia voltada para a busca da sobrevivência em meio às brigas na comunidade e agressões entre colegas da própria escola como ele poderá pensar, raciocinar, enfim, aprender qualquer coisa? Há relatos sobre escolas que tiveram melhoras nos seus índices após a pacificação nas comunidades onde estão inseridas. O que mostra a ligação diretamente proporcional entre diminuição da violências e qualidade na aprendizagem.
A violência entre professores e alunos também é um fator relevante. De acordo com Perkins os professores precisam abrir mão do autoritarismo e mostrar que são capazes de dar aulas mantendo o que o pesquisador chama de “3Rs”: Rigor, Relevância e Relacionamento. Este último pautado no respeito às diferenças e às necessidades de todos.


Disponível em http://www.nanihumor.com/2009/08/tiras-violencia-nas-escolas.html> Acesso em 05/10/2016

            
Violência no Brasil é obstáculo para ensino, diz pesquisador. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2015/04/1615537-violencia-no-pais-e-obstaculo-para-ensino-diz-pesquisador.shtml> Acesso em 04/10/2016

Modelo de escola é autoritário, diz professor da universidade de Columbia. Disponível em http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/modelo-de-escola-autoritario-diz-professor-da-universidade-de-columbia-11482918> Acesso em 05/10/2016

3 comentários:

  1. Com a inclusão de tecnologias na educação surge um novo perfil de educador, um educador com concepções libertadoras para o processo educativo. esse processo de mudança afeta sua forma de trabalhar, de agir, de aprender, de se relacionar com as pessoas e com o ambiente e até mesmo de pensar. Essa mudança de paradigma também nos apresenta um novo modelo de sociedade. Deixamos de ser uma sociedade moderna para ser uma sociedade da informação que impõe uma nova relação com o saber e com o conhecimento onde o processamento da informação ocorre de forma dinâmica. Nós como educadores devemos estar atentos às necessidades que nossos alunos têm de estarem interligados ao "novo", à realidade e sua identidade ( acesso as redes sociais, jogos , músicas), por isso precisamos por em prática uma maneira deles aprenderem e conhecerem não visando apenas os aspectos escolares, mas também os aspectos sociais, culturais, o que seja, de um jeito que os estimulem e os incentivem a contribuírem de uma maneira positiva na sociedade quando diante dessas novas tecnologias.

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  2. Segundo Candau (1999, p.90), a violência é "uma realidade que nas suas manifestações intraescolares se apresenta como reflexo da violência social". Levando em consideração a realidade social dos alunos e, na maioria das vezes, a falta de apoio familiar, a escola acaba por tornar-se uma "válvula de escape" e um "barril de pólvoras", pois o aluno que não tem bases familiares sólidas e que convive diariamente com a violência no seu entorno acaba por aderir à lei da sobrevivência, onde sobrevive o mais forte. Neste sentido, as imposições nos espaços escolares acabam por construir grandes conflitos e formar grupos rivais, que querem se impor pela força, seja contra os próprios colegas ou contra professores, dificultando assim o processo de ensino aprendizagem.

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  3. Imagine ter que sair todos os dias de casa com medo. É impossível exigir que um aluno consiga participar de qualquer atividade escolar desta forma. E vendo pelo lado do professor que em muitos casos passa pelo mesmo problema, como podemos ter uma educação eficiente? Realmente precisamos promover ações preventivas para esta questão, de uma hora para a outra não vai acontecer nada, sabemos. Mas temos que ser confiantes e acreditar que, mesmo a longo prazo, isso será resolvido.

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