sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Sindrome de Burnout é uma doença de peso

Sindrome de Burnout é uma doença de peso

Por Breno Coelho Melo
  Sindrome de Burnout é um distúrbio depressivo, descoberto pelo psicanalista nova-iorquino, Herbert J, Freudenberger, no início dos anos 70, que caracteriza o esgotamento físico e mental intenso. Muito comum nos dias atuais, muito comum no dia-a-dia de professores e profissionais da área de educação.
 

  Em nossa época, pós-moderna, é comum encontrar pessoas ainda percorrendo a vida sob influencia de certos mitos, pois, claro, as épocas mudam, mas os mitos, em suas repetições a temporais, constituem as identidades subjetivas dos sujeitos inseridos em determinadas culturas. Refletindo sobre a potência dos mitos nas sociedades, lembro do mito de Atlas e seu “castigo” por carregar o “mundo nas costas”. Muitos profissionais, ainda hoje, exercem muitas funções e executam muitas tarefas profissionais, alem de atender as necessidades da vida familiar, social, religiosa....
   Olhando para a tirinha acima, encontramos uma charge que diz respeito a síndrome descoberta por Freudenberger, que tornou-se uma doença comum nos sujeitos de nossa era, devido ao excesso de trabalhos, tarefas, missões, e por que não dizer, castigos.
  Isso ocorre, na maioria das vezes, em profissionais da área de saúde e educação, principalmente, que precisam desenvolver características, adquirir conhecimentos, cumprir funções de diversas áreas, atuando em vários papeis (utilizando-me da linguagem interdisciplinar, muito comentado em nossos tempos) sociais. A síndrome de Burnout é a fadiga em seu level maximo que sobrecarrega um sujeito em sua atividade profissional.
  Na área da educação, por exemplo, professores e gestores, muitas vezes cumprem papeis e assumem responsabilidades que poderiam ser divididos por outras pessoas, participantes das instituições de ensino. Pensando coletivamente, tentando encontrar um ponto em comum com a comunidade, os educadores, mesmo os administradores ou os mais pedagogos (mais atuantes em “salas de aula”), podem ser distribuídos nas instituições de ensino da seguinte maneira:
Orientador pedagógico: Na escola, o orientador educacional é um dos membros da equipe gestora, ao lado do diretor e do coordenador pedagógico. Ele é o principal responsável pelo desenvolvimento pessoal de cada aluno, dando suporte a sua formação como cidadão, à reflexão sobre valores morais e éticos e à resolução de conflitos.
Supervisor escolar: O Supervisor Escolar tem a função de orientar o grupo de professores, desafiar, instigar, questionar, motivar, despertando neles o desejo, o prazer, o envolvimento com o trabalho desenvolvido e dividindo as alegrias dos resultados obtidos. 

O Coordenador Pedagógico deve estar atento à transformação de atitudes da comunidade escola, promovendo a análise e a vivência nas relações escolares. Como agente de transformação da prática pedagógica, o Coordenador Pedagógico precisa estar aberto a transformar-se continuamente, a partir das considerações reflexivas e do feedback dos demais atores da Unidade Escolar.
  Se falamos tanto em complexidade, estruturas sociais e psicológicas, interdisciplinaridade, conexões, links e toda essa linguagem moderna, por que ainda não nos demos conta de que a melhor maneira de gerir uma instituição é dividindo funções com seus membros e atuantes, de uma forma organizacional, onde todos possam “carregar o peso”, coletivamente e comunitariamente, que é a responsabilidade de ser educador?
  Será que ainda acreditamos no mito do superhomem? Que somos seres capazes de educar, não somente uma única pessoa, mas uma turma inteira, com no mínimo, trinta sujeitos que também são tão complexos, quanto os mitos, as sociedades, as pessoas, os educadores?
REFERÊNCIAS
Gestão escolar. “O papel do orientador educacional”. PASCOAL, Raissa. Site: http://gestaoescolar.org.br/formacao/papel-orientador-educacional-758703.shtml

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