Sindrome de Burnout é uma doença de peso
Por Breno Coelho Melo
Sindrome de Burnout é um distúrbio
depressivo, descoberto pelo psicanalista nova-iorquino, Herbert J, Freudenberger,
no início dos anos 70, que caracteriza o esgotamento físico e mental intenso.
Muito comum nos dias atuais, muito comum no dia-a-dia de professores e
profissionais da área de educação.
Em nossa época, pós-moderna, é comum encontrar pessoas ainda percorrendo
a vida sob influencia de certos mitos, pois, claro, as épocas mudam, mas os
mitos, em suas repetições a temporais, constituem as identidades subjetivas dos
sujeitos inseridos em determinadas culturas. Refletindo sobre a potência dos
mitos nas sociedades, lembro do mito de Atlas e seu “castigo” por carregar o
“mundo nas costas”. Muitos profissionais, ainda hoje, exercem muitas funções e
executam muitas tarefas profissionais, alem de atender as necessidades da vida
familiar, social, religiosa....
Olhando para a
tirinha acima, encontramos uma charge que diz respeito a síndrome descoberta
por Freudenberger, que tornou-se uma doença comum nos sujeitos de nossa era,
devido ao excesso de trabalhos, tarefas, missões, e por que não dizer, castigos.
Isso ocorre, na
maioria das vezes, em profissionais da área de saúde e educação,
principalmente, que precisam desenvolver características, adquirir
conhecimentos, cumprir funções de diversas áreas, atuando em vários papeis
(utilizando-me da linguagem interdisciplinar, muito comentado em nossos tempos)
sociais. A síndrome de Burnout é a fadiga em seu level maximo que sobrecarrega um sujeito em sua atividade
profissional.
Na área da
educação, por exemplo, professores e gestores, muitas vezes cumprem papeis e
assumem responsabilidades que poderiam ser divididos por outras pessoas,
participantes das instituições de ensino. Pensando coletivamente, tentando
encontrar um ponto em comum com a comunidade, os educadores, mesmo os
administradores ou os mais pedagogos (mais atuantes em “salas de aula”), podem
ser distribuídos nas instituições de ensino da seguinte maneira:
Orientador
pedagógico: Na escola, o orientador
educacional é um dos membros da equipe gestora, ao lado do diretor e do
coordenador pedagógico. Ele é o principal responsável pelo desenvolvimento
pessoal de cada aluno, dando suporte a sua formação como cidadão, à reflexão
sobre valores morais e éticos e à resolução de conflitos.
Supervisor escolar: O Supervisor Escolar
tem a função de orientar o grupo de professores, desafiar, instigar,
questionar, motivar, despertando neles o desejo, o prazer, o envolvimento com o
trabalho desenvolvido e dividindo as alegrias dos resultados obtidos.
O Coordenador Pedagógico deve estar atento à transformação de atitudes da comunidade escola, promovendo a análise e a vivência nas relações escolares. Como agente de transformação da prática pedagógica, o Coordenador Pedagógico precisa estar aberto a transformar-se continuamente, a partir das considerações reflexivas e do feedback dos demais atores da Unidade Escolar.
Se falamos tanto em complexidade, estruturas
sociais e psicológicas, interdisciplinaridade, conexões, links e toda essa linguagem moderna, por que ainda não nos demos
conta de que a melhor maneira de gerir uma instituição é dividindo funções com
seus membros e atuantes, de uma forma organizacional, onde todos possam “carregar
o peso”, coletivamente e comunitariamente, que é a responsabilidade de ser
educador?
Será que ainda acreditamos no mito do superhomem? Que somos seres capazes de
educar, não somente uma única pessoa, mas uma turma inteira, com no mínimo,
trinta sujeitos que também são tão complexos, quanto os mitos, as sociedades,
as pessoas, os educadores?
REFERÊNCIAS
Gestão escolar. “O papel do orientador educacional”. PASCOAL, Raissa. Site: http://gestaoescolar.org.br/formacao/papel-orientador-educacional-758703.shtml

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