sexta-feira, 14 de outubro de 2016

VIOLÊNCIA ESCOLAR

Maria Clara Fajardo - mat. 14212080056
Terezinha C. Borges Moura - mat. 14212080044


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TEXTO ORIGINAL: VIOLÊNCIA ESCOLAR

Estamos vivendo uma época de mudanças significativas, aceleradas, entre elas, podemos citar a problemática da igualdade e dos direitos humanos, em um mundo marcado por uma globalização neoliberal excludente e as questões da diferença e do multiculturalismo. No nosso país, as violações se multiplicam e tem sido feito um esforço sistemático orientado à defesa e proteção dos direitos fundamentais, tanto pelo governo como por organizações da sociedade civil. Nem todos os grupos culturais conhecem ou usam a expressão direitos humanos, mas isso não quer dizer que não tenham uma ideia de dignidade humana, de vida digna, de querer uma vida melhor para seus integrantes. Nessa sociedade multicultural nem todos têm as mesmas oportunidades, não existe igualdade de oportunidades. Há grupos, como os indígenas, negros, homossexuais, pessoas oriundas de determinadas regiões geográficas do próprio país ou de outros países e de classes populares e/ou com baixos níveis de escolarização que não têm o mesmo acesso a determinados serviços, bens, direitos fundamentais que  outros grupos sociais, em geral, de classe média ou alta. Precisamos promover transformações sociais, que serão necessárias para corrigir as marcas da discriminação construídas ao longo da história. Visando melhores condições de vida para os grupos marginalizados, a superação do racismo, da discriminação de gênero, étnica e cultural, assim como das desigualdades sociais. Outro aspecto fundamental é a formação para uma cidadania aberta e interativa, entre os diferentes grupos culturais. E sempre buscando a tolerância, o respeito e a paz entre os povos.
 
TEXTO COM REFERÊNCIAS
A prática pedagógica diante da violência escolar: perspectivas e desafios -
Elizabeth Rodrigues Ramos
Kele da Conceição Coelho
Maria de Fátima Guimarães Francisco
Orient.: Vera Lúcia Lins Sant’Anna
 



 

 

Este artigo aborda os resultados da pesquisa “A prática pedagógica do professor diante da violência escolar: perspectivas e desafios”, que foi evidenciado pelas falas dos professores o seu despreparo para lidar com a violência escolar.
 
A tarefa da escola no atual cenário assume as contradições, as marcas econômicas e políticas que perpetuam, de forma implícita e explícita, a cultura que permite a aceitação da violência como natural. Então, compreende-se a violência como o uso da agressividade com fins destrutivos, o desrespeito e a negação do outro, podendo a ação situar-se no plano físico, psicológico, sociocultural, político e ético.
Por certo, as pessoas a cada dia estão mais irritadas, impacientes e intolerantes. Os pais, diante das reflexões empíricas que manifestam, expressam a vi- são de autonomia perdida diante da convivência com os filhos, principalmente com os adolescentes.
Assim, como educar crianças  diante  de  tantas provocações, como transmitir valores, atitudes e comportamentos, estímulos, que vão alicerçar esses futuros cidadãos, para uma socialização harmônica dentro de um seio social efêmero? E ainda, como instigar um inocente ao individualismo, induzi-lo para a valorização dos bens materiais e moldá-lo para a convicção de ser o melhor sempre, ser bem sucedido, pois assim, conseguirá um lugar na sociedade?
Combinar todos esses ingredientes na obtenção de um bolo perfeito, um ser projetado, estereotipado ideologicamente pela sua sociedade, é uma missão conflitante aos educadores e educandos, um grande paradoxo confrontado por esses atores da educação, que se veem inertes em decorrência da sua frágil e ultrapassada formação, inseguros para cumprir tamanha tarefa e solucioná-la a curto prazo.
Dessa maneira, são pressionados, por um lado, pelos pais dos alunos, que se encontram  alienados e seduzidos pelo magnetismo do capitalismo, e, por outro lado, pela sociedade consumista, que os responsabiliza pelos fracassos sociais e os incita a procurarem soluções imediatas e argumentos que supram essas questões intrínsecas e emergentes.
Assim sendo, a vida escolar desse profissional não pode ser condicionada a uma simples tarefa de transmissão de conteúdos sistematizados do saber. O que se pretende é a inclusão de hábitos e habilidades novas a sua formação, a fim de capacitá-lo a construir as estruturas do sujeito crítico, consciente e conhecedor da sua realidade própria de mundo.
Os problemas sociais invadem as relações da sala de aula, desarticulando a prática do professor. Os professores, muitas vezes, não conseguem sequer ser ouvidos pelos alunos, veem a sua prática fragilizada entre a dicotomia do autoritarismo e da autoridade. Essas são realidades que o ambiente escolar vivência. Exemplo disso pode ser comprovado na pesquisa realizada sobre “A prática pedagógica diante da violência escolar: perspectivas e desafios” na qual os professores das instituições pesquisadas afirmaram não saber como lidar com o fenômeno da violência escolar – 60% dos docentes disseram que não estão preparados para lidar com a violência.

 



 

 

 

Referências Bibliográficas: Módulos CEDERJ,Internet, nepfhe-educacaoeviolencia.blogspot.com

 

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