Violência escolar
E os fatores associados
Segundo
o dicionário, a palavra violência significa: constrangimento físico
ou moral exercido sobre alguém. E a escola se tornou um espaço onde
os vários tipos de violência acontecem frequentemente. Apontar as
causas para a violência no ambiente escolar é uma tarefa árdua,
que demanda uma grande quantidade de informações, estatísticas,
pesquisas e, até mesmo, suposições. Problemas familiares, de
relacionamento, baixa autoestima, falta de segurança, drogas, pouca
participação dos familiares, exclusão social, entre outras, são
algumas das possíveis origens para a violência, ou seja, para
entender o fenômeno da violência nas escolas, é preciso levar em
conta fatores externos e internos à instituição de ensino.
Além
das violências físicas contra os alunos e até contra professores,
é bem comum encontrarmos nas escolas as violências psicológicas,
assédios morais, que são condutas que visam causar danos e
geralmente desestabilizam os indivíduos, trazendo sequelas como a
perda da estima e da autoestima perda da motivação de continuar
frequentando os lugares onde a ação perversa é feita, o início de
processos depressivos, e o abandono da escola e/ou trabalho. As
violências morais são extremamente prejudiciais tanto à
instituição de ensino como para os professores, pois favorece a
queda da produtividade e menor eficiência dos mesmos. Uma das
consequências mais marcantes do assédio moral é justamente
registrada no campo de saúde e segurança do trabalho, pois, diante
de um quadro inteiramente desfavorável à execução tranquila e
segura do serviço que lhe foi conferido, professores assediados
sentem-se desesperados, ansiosos, frustrados, estressados e
inseguros, isso pode levá-los à demissão pela baixa produtividade,
ou ainda, os riscos de serem acometidos de doenças profissionais
como a síndrome de Burnout.
O
diagnóstico em muitos casos, é confundido com a síndrome do
pânico, por apresentar sintomas muito parecidos. O stress também é
citado como explicação inicial para os acometidos pela síndrome de
Burnout. Queda de cabelo, enxaqueca, medo, palpitação, sensação
de que não conseguirá realizar o trabalho e angústia são sinais
inicialmente detectados. Ao longo do tempo, o profissional apresenta
quadros de irritação, fica arredio e se distancia dos alunos. Os
reflexos também são sentidos no relacionamento familiar e com
pessoas próximas.
Dentre
os aspectos que mais acometem a saúde do professor está o estresse
oriundo de sua dinâmica laboral. Salas superlotadas, falta de
recursos materiais, apoio técnico inadequado, além de pressões
advindas das relações com pais, alunos e equipe de trabalho podem,
variável e circunstancialmente, intensificar as condições de
estresse no exercício da profissão, comprometendo a sua saúde e,
consequentemente, a qualidade do ensino.
O
ambiente profissional reflete no comportamento dos trabalhadores.
Nesse caso, as escolas podem (e devem) contribuir para o bem-estar de
toda comunidade escolar, A equipe gestora deve pensar em um projeto
político-pedagógico que contemple outras instâncias além do
ensino aprendizado, promovendo formas de prevenção a todos os tipos
de violência, envolver os familiares, a comunidade e o poder público
para que o problema seja discutido e novas ações sejam planejadas
para minimizar os mesmos. Afinal, não é somente na escola que
aprendemos novos valores e perspectivas.
O
enfrentamento à violência na escola requer formação continuada
dos profissionais da educação, reflexões e discussões em grupos
de estudos, seminários e oficinas sobre as causas da violência e
suas manifestações, bem como a produção de material de apoio
didático-pedagógico. Afinal todo o contexto escolar sendo bem
gerido leva a redução dos problemas e dos vários tipos de
violência que estes podem gerar e sabemos que as políticas públicas
de educação e de saúde são fundamentais para tanto.
Por:
Clotilde
Marques dos Santos - 14112080420
Tania
Marisa Ferreira de Oliveira - 14112080438
Tathiany
Sampaio - 14112080430
Referências
disponíveis
em:
Acessados
em 07/10/16
Infelizmente uma das formas de violência que mais ocorre na escola é a agressão verbal e humilhações através de palavras pejorativas o que deixa os professores desconfortáveis, inseguros e impotentes diante dessa realidade, a qual causa impacto extremamente negativo em suas vidas, como desmotivação para trabalhar, medo, insegurança e percepção de seu despreparo para lidar com as situações violentas dentro da escola. Em relação às formas de prevenção à violência, precisamos de participação e envolvimento da família no ambiente escolar e a implantação de políticas públicas na escola.
ResponderExcluirPenso que a palavra chave dentro da nossa sociedade é: respeito. As pessoas perderam o respeito pelo outro, não se envergonham, nem sentem necessidade de frear seus impulsos, pois não há punição, não há justiça. É necessário revermos políticas públicas, estimularmos a participação de todos os envolvidos no processo para que haja uma transformação no sistema escolar, para que não tenha mais violência.
ResponderExcluirDe fato sao muitos fatores associados. A cultura do medo impera, a precarização do trabalho toma lugar e o ciclo vicioso toma força de forma que a sociedade deixa de cobrar por ações efetivas - políticas sociais públicas - do Estado. E há tempos percebemos que medidas paliativas não estão resolvendo.
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