domingo, 9 de outubro de 2016

Violência escolar

E os fatores associados 

Segundo o dicionário, a palavra violência significa: constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém. E a escola se tornou um espaço onde os vários tipos de violência acontecem frequentemente. Apontar as causas para a violência no ambiente escolar é uma tarefa árdua, que demanda uma grande quantidade de informações, estatísticas, pesquisas e, até mesmo, suposições. Problemas familiares, de relacionamento, baixa autoestima, falta de segurança, drogas, pouca participação dos familiares, exclusão social, entre outras, são algumas das possíveis origens para a violência, ou seja, para entender o fenômeno da violência nas escolas, é preciso levar em conta fatores externos e internos à instituição de ensino.
Além das violências físicas contra os alunos e até contra professores, é bem comum encontrarmos nas escolas as violências psicológicas, assédios morais, que são condutas que visam causar danos e geralmente desestabilizam os indivíduos, trazendo sequelas como a perda da estima e da autoestima perda da motivação de continuar frequentando os lugares onde a ação perversa é feita, o início de processos depressivos, e o abandono da escola e/ou trabalho. As violências morais são extremamente prejudiciais tanto à instituição de ensino como para os professores, pois favorece a queda da produtividade e menor eficiência dos mesmos. Uma das consequências mais marcantes do assédio moral é justamente registrada no campo de saúde e segurança do trabalho, pois, diante de um quadro inteiramente desfavorável à execução tranquila e segura do serviço que lhe foi conferido, professores assediados sentem-se desesperados, ansiosos, frustrados, estressados e inseguros, isso pode levá-los à demissão pela baixa produtividade, ou ainda, os riscos de serem acometidos de doenças profissionais como a síndrome de Burnout.
O diagnóstico em muitos casos, é confundido com a síndrome do pânico, por apresentar sintomas muito parecidos. O stress também é citado como explicação inicial para os acometidos pela síndrome de Burnout. Queda de cabelo, enxaqueca, medo, palpitação, sensação de que não conseguirá realizar o trabalho e angústia são sinais inicialmente detectados. Ao longo do tempo, o profissional apresenta quadros de irritação, fica arredio e se distancia dos alunos. Os reflexos também são sentidos no relacionamento familiar e com pessoas próximas.
Dentre os aspectos que mais acometem a saúde do professor está o estresse oriundo de sua dinâmica laboral. Salas superlotadas, falta de recursos materiais, apoio técnico inadequado, além de pressões advindas das relações com pais, alunos e equipe de trabalho podem, variável e circunstancialmente, intensificar as condições de estresse no exercício da profissão, comprometendo a sua saúde e, consequentemente, a qualidade do ensino.
O ambiente profissional reflete no comportamento dos trabalhadores. Nesse caso, as escolas podem (e devem) contribuir para o bem-estar de toda comunidade escolar, A equipe gestora deve pensar em um projeto político-pedagógico que contemple outras instâncias além do ensino aprendizado, promovendo formas de prevenção a todos os tipos de violência, envolver os familiares, a comunidade e o poder público para que o problema seja discutido e novas ações sejam planejadas para minimizar os mesmos. Afinal, não é somente na escola que aprendemos novos valores e perspectivas.
O enfrentamento à violência na escola requer formação continuada dos profissionais da educação, reflexões e discussões em grupos de estudos, seminários e oficinas sobre as causas da violência e suas manifestações, bem como a produção de material de apoio didático-pedagógico. Afinal todo o contexto escolar sendo bem gerido leva a redução dos problemas e dos vários tipos de violência que estes podem gerar e sabemos que as políticas públicas de educação e de saúde são fundamentais para tanto.

Por:
Clotilde Marques dos Santos - 14112080420
Tania Marisa Ferreira de Oliveira - 14112080438
Tathiany Sampaio - 14112080430

Referências disponíveis em:
Acessados em 07/10/16

3 comentários:

  1. Infelizmente uma das formas de violência que mais ocorre na escola é a agressão verbal e humilhações através de palavras pejorativas o que deixa os professores desconfortáveis, inseguros e impotentes diante dessa realidade, a qual causa impacto extremamente negativo em suas vidas, como desmotivação para trabalhar, medo, insegurança e percepção de seu despreparo para lidar com as situações violentas dentro da escola. Em relação às formas de prevenção à violência, precisamos de participação e envolvimento da família no ambiente escolar e a implantação de políticas públicas na escola.

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  2. Penso que a palavra chave dentro da nossa sociedade é: respeito. As pessoas perderam o respeito pelo outro, não se envergonham, nem sentem necessidade de frear seus impulsos, pois não há punição, não há justiça. É necessário revermos políticas públicas, estimularmos a participação de todos os envolvidos no processo para que haja uma transformação no sistema escolar, para que não tenha mais violência.

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  3. De fato sao muitos fatores associados. A cultura do medo impera, a precarização do trabalho toma lugar e o ciclo vicioso toma força de forma que a sociedade deixa de cobrar por ações efetivas - políticas sociais públicas - do Estado. E há tempos percebemos que medidas paliativas não estão resolvendo.

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