sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Sindrome de Burnout é uma doença de peso

Sindrome de Burnout é uma doença de peso

Por Breno Coelho Melo
  Sindrome de Burnout é um distúrbio depressivo, descoberto pelo psicanalista nova-iorquino, Herbert J, Freudenberger, no início dos anos 70, que caracteriza o esgotamento físico e mental intenso. Muito comum nos dias atuais, muito comum no dia-a-dia de professores e profissionais da área de educação.
 

  Em nossa época, pós-moderna, é comum encontrar pessoas ainda percorrendo a vida sob influencia de certos mitos, pois, claro, as épocas mudam, mas os mitos, em suas repetições a temporais, constituem as identidades subjetivas dos sujeitos inseridos em determinadas culturas. Refletindo sobre a potência dos mitos nas sociedades, lembro do mito de Atlas e seu “castigo” por carregar o “mundo nas costas”. Muitos profissionais, ainda hoje, exercem muitas funções e executam muitas tarefas profissionais, alem de atender as necessidades da vida familiar, social, religiosa....
   Olhando para a tirinha acima, encontramos uma charge que diz respeito a síndrome descoberta por Freudenberger, que tornou-se uma doença comum nos sujeitos de nossa era, devido ao excesso de trabalhos, tarefas, missões, e por que não dizer, castigos.
  Isso ocorre, na maioria das vezes, em profissionais da área de saúde e educação, principalmente, que precisam desenvolver características, adquirir conhecimentos, cumprir funções de diversas áreas, atuando em vários papeis (utilizando-me da linguagem interdisciplinar, muito comentado em nossos tempos) sociais. A síndrome de Burnout é a fadiga em seu level maximo que sobrecarrega um sujeito em sua atividade profissional.
  Na área da educação, por exemplo, professores e gestores, muitas vezes cumprem papeis e assumem responsabilidades que poderiam ser divididos por outras pessoas, participantes das instituições de ensino. Pensando coletivamente, tentando encontrar um ponto em comum com a comunidade, os educadores, mesmo os administradores ou os mais pedagogos (mais atuantes em “salas de aula”), podem ser distribuídos nas instituições de ensino da seguinte maneira:
Orientador pedagógico: Na escola, o orientador educacional é um dos membros da equipe gestora, ao lado do diretor e do coordenador pedagógico. Ele é o principal responsável pelo desenvolvimento pessoal de cada aluno, dando suporte a sua formação como cidadão, à reflexão sobre valores morais e éticos e à resolução de conflitos.
Supervisor escolar: O Supervisor Escolar tem a função de orientar o grupo de professores, desafiar, instigar, questionar, motivar, despertando neles o desejo, o prazer, o envolvimento com o trabalho desenvolvido e dividindo as alegrias dos resultados obtidos. 

O Coordenador Pedagógico deve estar atento à transformação de atitudes da comunidade escola, promovendo a análise e a vivência nas relações escolares. Como agente de transformação da prática pedagógica, o Coordenador Pedagógico precisa estar aberto a transformar-se continuamente, a partir das considerações reflexivas e do feedback dos demais atores da Unidade Escolar.
  Se falamos tanto em complexidade, estruturas sociais e psicológicas, interdisciplinaridade, conexões, links e toda essa linguagem moderna, por que ainda não nos demos conta de que a melhor maneira de gerir uma instituição é dividindo funções com seus membros e atuantes, de uma forma organizacional, onde todos possam “carregar o peso”, coletivamente e comunitariamente, que é a responsabilidade de ser educador?
  Será que ainda acreditamos no mito do superhomem? Que somos seres capazes de educar, não somente uma única pessoa, mas uma turma inteira, com no mínimo, trinta sujeitos que também são tão complexos, quanto os mitos, as sociedades, as pessoas, os educadores?
REFERÊNCIAS
Gestão escolar. “O papel do orientador educacional”. PASCOAL, Raissa. Site: http://gestaoescolar.org.br/formacao/papel-orientador-educacional-758703.shtml

Síndrome de Burnout e as profissões

Aluna: Cíntia Regina Vieira Bastos...Matricula: 14112080401


Mas o que é a chamada Síndrome de Burnout?????

... é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional). Enfim, a Síndrome de Burnout representa o quadro que poderíamos chamar “de saco cheio” ou “não aguento mais...


A Síndrome esta diretamente ligada,  profissionais que interagem de forma ativa com pessoas, que cuidam e/ou solucionam problemas de outras pessoas, que obedecem técnicas e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações de trabalho submetidas à avaliações, sendo assim, podemos facilmente enquadrar a classe dos professores como uma das mais vulnerareis, visto que nos tempos atuais a responsabilidade para o bom desempenho do aluno passou a ser "cobrada" diretamente deles. Além disso o profissional vive em ambiente de constante de stress como: entrega de avaliações, violência escolar, deficiência de recursos, dificuldade de relacionamento com pais, etc.


As 10 profissões mais estressantes do mundo


Principais características da Síndrome de Burnout:


SINTOMAS EMOCIONAIS: avaliação negativa do desempenho profissional, esgotamento, fracasso, impotência, baixa auto-estima.
MANIFESTAÇÕES FÍSICAS OU TRANSTORNOS PSICOSSOMÁTICOS: fadiga crônica, dores de cabeça, insônia, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquicardia, arritmias, perda de peso, dores musculares e de coluna, alergias, lapsos de memória.
ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS: maior consumo de café, álcool e remédios, faltas no trabalho, baixo rendimento pessoal, cinismo, impaciência, sentimento de onipotência e também de impotência, incapacidade de concentração, depressão, baixa tolerância à frustração, ímpeto de abandonar o trabalho, comportamento paranóico (tentativa de suicídio) e/ou agressividade.
É preciso deixar claro que a Síndrome de Burnout não deve ser confundida com estresse ou depressão. No primeiro caso, o aparecimento dos sintomas psicossomáticos (dores de cabeça, insônia, gastrite, diarréia, alterações menstruais) sugere muito mais um estresse ocupacional crônico, algo que os estudiosos do assunto definem com tentativa de adaptação a uma situação claramente desconfortável no trabalho.

Prevenir é sempre melhor remédio... é para isso necessário que os profissionais busquem ajuda especializada ao terem qualquer sinal de risco da doença, encontrando apoio da gestão e dos colegas de trabalho.


Bibliografia:
http://www.administradores.com.br
www.guiadacarreira.com.br
www.portaleducacao.com.br
Desafios à atuação da pedagogia na escola

Alunas: Andréa Souza da Silva Ambrósio - 13212080394
Flávia Mota Magalhães Pereira - 13212080384
Lívia de Oliveira Lima - 13212080361

Na atualidade os desafios enfrentados pelo gestor escolar, vão além das dependências escolares, o desafio do Gestor  escolar vai além dos muros da escola. A violência só poderá ser diminuída se todos em ação conjunta tivermos o mesmo objetivo, o de transformação em busca da razão, que é a falta de igualdade social e comprometimento com  o compromisso de levar uma educação justa, de qualidade, livre de preconceitos,  e respeito pelo indivíduo e suas peculiaridades, pois nenhum ser humano e desprovido do saber, todo individuo possui uma bagagem cultural que já traz consigo.

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, e à convivência familiar e comunitária, além de coloca-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, Violência.

 A equipe diretiva é um dos elementos da comunidade escolar que possibilita a construção de um ambiente sociomoral, cooperativo e de acolhimento ao outro, buscando alternativas através de reuniões com a equipe docente pedindo para que promovam formas de transmitir aos alunos informações a respeito de violência nas escolas através de palestras, debates promovidos em sala de aula respeitando a opinião do outro, dinâmicas em grupo, trabalhos coletivos e individuais como forma de  reduzir a violência escolar.

A violência apresenta-se como um problema social que não é contemporâneo e vem atingindo proporções mundiais e ainda , hoje, presente em todo o âmbitos da sociedade, entre eles, as escola. As diversas manifestações da violência na escola apontam para a necessidade de uma  reflexão e compreensão do porquê da existência de comportamentos agressivos na relação pedagógica.
São professores, orientadores, coordenadores  das escolas preocupados e impotentes, diante destas manifestações de agressividade que vem ocorrendo nas escolas. 

Torna se cada vez mais necessário que  se investigue como diretores, supervisores, orientadores e coordenadores percebem e compreendem as situações de violência (fenômeno bullying) dentro das escolas, e quais ações são tomadas diante dessas situações, que se apresentam cada vez mais constantes no dia a dia das escolas, tornando cada vez mais difícil e desafiador a atuação do gestor, que precisa trabalhar cada vez mais de acordo com a realidade da comunidade ou localidade onde se localiza a instituição na qual atua.

​Referências:.  



A problemática da violência escolar: reflexão e desafio para a gestão



A violência é traduzida, hoje, como um fenômeno preocupante, pois é presença marcante nas diversas sociedades de todo o mundo nas mais variadas culturas. Vivemos e agimos em função da violência, muito mais do que podemos perceber. Isto se tornou para nós uma forma de vermos o mundo. Para Abramovay e Rua (2002), “Este, além de constituir um importante objeto de reflexão, tornou-se, antes de tudo, um grave problema social”.

As manifestações violentas assumiram formas variadas, sutis e, muitas vezes, perversamente camufladas por trás de um cenário tranqüilo na dinâmica das relações sociais. O que parece violento em certas culturas torna-se uma expressão natural em outras formas de organização social.

É neste contexto que o cotidiano escolar tem sido palco de manifestações agressivas, variando desde depredações até agressões verbais e físicas. A violência é um problema que se instalou no interior das escolas e já não temos como ignorá-la. 

No entanto, os gestores escolares, que são os sujeitos envolvidos diretamente na ação educativa, não têm conseguido lidar com esta questão, denotando despreparo e falta de conhecimento acerca do assunto. Muitas vezes, na busca ansiosa por ações que amenizem a problemática, o fracasso é inevitável, agravando qualitativamente o desempenho das atividades desenvolvidas no ambiente escolar. Policiais, detectores de metais, advertências ou expulsões são medidas que não têm adiantado no combate à violência, pois são também atuações agressivas. Estas ações têm atingido o fenômeno superficialmente, apenas em seus efeitos aparentes. Concordando com Áurea Guimarães (1996), ao lidarmos com questões de violência utilizando violências ainda maiores, com medidas exclusivamente punitivas, estaremos adiando a questão e camuflando seus efeitos, para que mais tarde tudo volte à tona.

A expressão da violência possui raízes profundas que vão além das aparências e de tudo aquilo que é palpável e visível aos nossos olhos. É preciso que gestores educacionais e profissionais da área educacional tomem consciência da importância de se estudar o tema, suas implicações, características, conceitos e expressões, livres de preconceitos, alarmismos ou redundantes retóricas.

Destaca-se, aqui, a importância do envolvimento da gestão na questão da violência, uma vez que suas ações alcançam  diretamente o dinamismo do trabalho escolar bem como o seu direcionamento na comunidade escolar e na sociedade. É através da gestão educacional que se pode atingir  todos os atores do cenário escolar.

A gestão escolar atual não pode mais se fechar em ações isoladas, ignorando acontecimentos que vão além dos muros da escola, uma vez que esta instituição traduz o reflexo da sociedade com todos os seus dilemas e contradições. Refletir sobre o problema, além se ser uma necessidade, retrata um desafio para gestores. Neste sentido Waiselfsz (1998) afirma que: (O) aumento da violência cotidiana configura-se como aspecto representativo e problemático da atual organização da vida social nos grandes centros urbanos, manifestando-se nas várias esferas da sociedade e constituindo-se como um dos principais problemas do momento.

 Algumas pesquisas que abordam o tema violência escolar têm sido desenvolvidas no Brasil, embora em quantidade pouco representativa frente às necessidades investigativas desta temática. Outras, realizadas fora do país, têm sido alvo para análises e discussões entre educadores e pesquisadores.

Chrispino e Chrispino (2002), em “Políticas Educacionais de Redução da Violência: Mediação do Conflito Escolar”,apontam a massificação da educação como uma das três grandes revoluções no quadro educacional. Para estes autores, tal fato vem ocasionando grandes mudanças educacionais e uma delas é a heterogeneidade dos alunos e o convívio com diferentes padrões culturais, apontando para esta massificação do ensino como fator que pode vir a ocasionar fatos violentos no ambiente escolar, uma vez que pode ser um gerador de conflitos. Finalmente propõem a mediação de conflitos como uma das formas de prevenção à violência.







Esgotamento físico e mental dos educadores: Síndrome de

 Bournout




Disponível em : http://claudeko-claudeko.blogspot.com.br/2010_10_01_archive.html  Acessado em Rio de Janeiro, 14 de Outubro de 2016



Disponível em: http://gestao2bro.blogspot.com.br/2013_05_01_archive.html. Acessado em Rio de Janeiro, 14 de Outubro de 2016



A síndrome de Burnout também chamada de Síndrome do esgotamento Profissional, foi assim denominada pelo psicanalista nova-iorquino Freudenberger, consiste na dedicação exagerada à uma atividade profissional onde a necessidade de se afirmar e o desejo de realização profissional se transforma em obstinação.
Ao se tratar desta síndrome nos Educadores é conhecida como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de lecionar gradualmente diminui.
Muitos fatores podem ocasionar esse tipo de estresses nos professores como as políticas inadequadas da escola, atitude de administradores, colegas profissionais e supervisores, carga de trabalho excessiva, baixos salários, violência instalada no ambiente escolar, falta de incentivo na formação continuada de sua profissão e falta de reconhecimento profissional na visão de pais, responsáveis ou dos próprios alunos em relação a profissão de professor.
Esses fatores podem afetar o desempenho do profissional. A ausência de fatores motivacionais acarreta tal estresse profissional, fazendo com que o profissional largue seu emprego, ou, quando nele se mantém, trabalhe sem o valoriza-lo.
Portanto a visão dos gestores e supervisores perante tal tema é de suma importância, pois como gestor de uma equipe de educação devesse ter como prioridade fornecer qualidade de vida para propiciar formação de indivíduos reflexivos capazes de exercer sua cidadania, para que isto ocorra à valorização dos alunos e de seus educadores torna-se um objetivo especifico na gestão escolar.
Os gestores escolares podem contribuir trabalhando em cima de melhores condições para os educadores com a finalidade de evitar ou amenizar o estresse laboral como: melhor planejamento das atividades diárias dos educadores; manter o foco nos resultados de sua equipe sem estimular a competição ao alcançar o melhor desempenho e sim a valorização de todos de sua equipe; promover uma boa qualidade nhoque diz respeito as relações interpessoais dos educadores de sua equipe.

Referencias:
Sindrome de Burnout disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_burnout Acessado em 14/10/2010. Rio de Janeiro.
Levy, Gisele Cristine Tenório de Machado; Sobrinho, Francisco de Paula Nunes e Souza, Carlos Alberto Absalão. Síndrome de Burnout em professores da rede pública. Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro.

·   Jbeili, Chafic. Burnout em professores. Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região. Rio de Janeiro

VIOLÊNCIA ESCOLAR

Maria Clara Fajardo - mat. 14212080056
Terezinha C. Borges Moura - mat. 14212080044


AD 2 GESTÃO 2

TEXTO ORIGINAL: VIOLÊNCIA ESCOLAR

Estamos vivendo uma época de mudanças significativas, aceleradas, entre elas, podemos citar a problemática da igualdade e dos direitos humanos, em um mundo marcado por uma globalização neoliberal excludente e as questões da diferença e do multiculturalismo. No nosso país, as violações se multiplicam e tem sido feito um esforço sistemático orientado à defesa e proteção dos direitos fundamentais, tanto pelo governo como por organizações da sociedade civil. Nem todos os grupos culturais conhecem ou usam a expressão direitos humanos, mas isso não quer dizer que não tenham uma ideia de dignidade humana, de vida digna, de querer uma vida melhor para seus integrantes. Nessa sociedade multicultural nem todos têm as mesmas oportunidades, não existe igualdade de oportunidades. Há grupos, como os indígenas, negros, homossexuais, pessoas oriundas de determinadas regiões geográficas do próprio país ou de outros países e de classes populares e/ou com baixos níveis de escolarização que não têm o mesmo acesso a determinados serviços, bens, direitos fundamentais que  outros grupos sociais, em geral, de classe média ou alta. Precisamos promover transformações sociais, que serão necessárias para corrigir as marcas da discriminação construídas ao longo da história. Visando melhores condições de vida para os grupos marginalizados, a superação do racismo, da discriminação de gênero, étnica e cultural, assim como das desigualdades sociais. Outro aspecto fundamental é a formação para uma cidadania aberta e interativa, entre os diferentes grupos culturais. E sempre buscando a tolerância, o respeito e a paz entre os povos.
 
TEXTO COM REFERÊNCIAS
A prática pedagógica diante da violência escolar: perspectivas e desafios -
Elizabeth Rodrigues Ramos
Kele da Conceição Coelho
Maria de Fátima Guimarães Francisco
Orient.: Vera Lúcia Lins Sant’Anna
 



 

 

Este artigo aborda os resultados da pesquisa “A prática pedagógica do professor diante da violência escolar: perspectivas e desafios”, que foi evidenciado pelas falas dos professores o seu despreparo para lidar com a violência escolar.
 
A tarefa da escola no atual cenário assume as contradições, as marcas econômicas e políticas que perpetuam, de forma implícita e explícita, a cultura que permite a aceitação da violência como natural. Então, compreende-se a violência como o uso da agressividade com fins destrutivos, o desrespeito e a negação do outro, podendo a ação situar-se no plano físico, psicológico, sociocultural, político e ético.
Por certo, as pessoas a cada dia estão mais irritadas, impacientes e intolerantes. Os pais, diante das reflexões empíricas que manifestam, expressam a vi- são de autonomia perdida diante da convivência com os filhos, principalmente com os adolescentes.
Assim, como educar crianças  diante  de  tantas provocações, como transmitir valores, atitudes e comportamentos, estímulos, que vão alicerçar esses futuros cidadãos, para uma socialização harmônica dentro de um seio social efêmero? E ainda, como instigar um inocente ao individualismo, induzi-lo para a valorização dos bens materiais e moldá-lo para a convicção de ser o melhor sempre, ser bem sucedido, pois assim, conseguirá um lugar na sociedade?
Combinar todos esses ingredientes na obtenção de um bolo perfeito, um ser projetado, estereotipado ideologicamente pela sua sociedade, é uma missão conflitante aos educadores e educandos, um grande paradoxo confrontado por esses atores da educação, que se veem inertes em decorrência da sua frágil e ultrapassada formação, inseguros para cumprir tamanha tarefa e solucioná-la a curto prazo.
Dessa maneira, são pressionados, por um lado, pelos pais dos alunos, que se encontram  alienados e seduzidos pelo magnetismo do capitalismo, e, por outro lado, pela sociedade consumista, que os responsabiliza pelos fracassos sociais e os incita a procurarem soluções imediatas e argumentos que supram essas questões intrínsecas e emergentes.
Assim sendo, a vida escolar desse profissional não pode ser condicionada a uma simples tarefa de transmissão de conteúdos sistematizados do saber. O que se pretende é a inclusão de hábitos e habilidades novas a sua formação, a fim de capacitá-lo a construir as estruturas do sujeito crítico, consciente e conhecedor da sua realidade própria de mundo.
Os problemas sociais invadem as relações da sala de aula, desarticulando a prática do professor. Os professores, muitas vezes, não conseguem sequer ser ouvidos pelos alunos, veem a sua prática fragilizada entre a dicotomia do autoritarismo e da autoridade. Essas são realidades que o ambiente escolar vivência. Exemplo disso pode ser comprovado na pesquisa realizada sobre “A prática pedagógica diante da violência escolar: perspectivas e desafios” na qual os professores das instituições pesquisadas afirmaram não saber como lidar com o fenômeno da violência escolar – 60% dos docentes disseram que não estão preparados para lidar com a violência.

 



 

 

 

Referências Bibliográficas: Módulos CEDERJ,Internet, nepfhe-educacaoeviolencia.blogspot.com

 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

POR:
Emilia dos Santos Gomes
Marta Mendes Valadares 
Shayenne Bueno da Silva

DESAFIOS À ATUAÇÃO DO PEDAGOGO NA ESCOLA

                  Na década de 1960, quando começamos a frequentar a escola pública, o máximo da transgressão de comportamento era a bagunça na sala de aula. Daí a professora mandava que nos apresentássemos na sala da diretora, onde ficávamos de castigo copiando algum texto, até a hora da saída. No dia seguinte, o responsável deveria comparecer à escola para tomar conhecimento do nosso mau comportamento. No âmbito domiciliar, recebíamos o castigo que os pais achassem por bem aplicar: ficar sem brincar na rua, sem bonecas ou carrinhos, ou sem ver os desenhos preferidos na televisão. Hoje, passadas algumas décadas, o relacionamento entre aluno e instituição escolar; entre pais e filhos mudou radicalmente... para pior.
                A influência da mídia, que apresenta violência cotidianamente, os desmandos no cenário político, as péssimas condições de ensino, a falta de políticas públicas para resolver o sucateamento dos prédios escolares, o afastamento e desinteresse da família, têm contribuído para o incremento da violência no âmbito escolar. Pois se o aluno não encontra na escola o seu ideal de comportamento, de esperança, de perspectiva, ele entende que o bem público não pertence a ninguém, entende que sua última expectativa falhou e descarrega todo o seu desapontamento no espaço em que ele se sente confortável para fazê-lo. 
Professora Dra. Tânia Mara Tavares da Silva - UNIRIO
OS ESPECIALISTAS NA EFICÁCIA PARENTAL E OS CONFLITOS NA
RELAÇÃO FAMÍLIA E ESCOLA (NOTAS SOBRE CONTRADIÇÕES DO
PROCESSO CIVILIZADOR).
      “Tomo como ideia central que a intervenção dos especialistas para a melhoria da eficácia parental deixa “invisível” a figura materna na escola. Assim, como o âmbito educacional continua a priorizar o apoio da família para a realização de uma educação eficaz, a invisibilidade da mulher/mãe faz emergir conflitos muitas vezes insolúveis. Portanto, veremos como dois processos civilizadores: a ampliação da intervenção dos especialistas na família e a educação universal promovem contradições sociais que devem ser dimensionadas pelo campo da educação.
     A aliança família-escola cunhada no século 19 é um suposto que continua a vigorar no século 21. Mas de qual família estamos falando? A da cartilha que é evidentemente uma família de camada média estruturada no modelo nuclear (pai, mãe e filhos) ou da família que hoje se estrutura (independentemente da camada social) com arranjos muito diferentes? Ou, e é o que defenderei aqui: a escola ainda não percebeu a pluralidade de modelos com os quais a família está organizada hoje? Ou, e aqui me reporto a Elias (1994), os conflitos e contradições são parte da vida social e apenas estamos assistindo a um momento no qual eles se acentuam, dadas a mudanças nas configurações da família e da escola?
     Cadê a família que estava aqui? Não deverá encontrar respostas tão simples como as da brincadeira infantil, pois geralmente incluem tantas possibilidades para a sua invisibilidade no âmbito escolar como, por exemplo, a TV; o videogame; o computador, geralmente vistos como “inimigos” da escola, que na maioria das vezes paralisam ações ou, como nos exemplos citados, retomam a necessidade da aliança. Porém, dentre todos os “inimigos” destaca-se o descaso da família com os seus filhos, principalmente a mãe cujo tempo está focado cada vez mais no mundo do trabalho.
     Quando se analisa relação família e escola, é quase inexorável voltar-se para o estudo clássico de Ariès (1981) que aponta como já mencionamos o século 19 como o período em que se consolidou a aliança entre ambas. Para este autor, uma das formas de expressão de carinho e atenção que as famílias deveriam devotar aos filhos se expressava por uma preocupação com a escolarização que as preparava para o mundo adulto. Ou seja, preocupar-se com a educação dos filhos seria tão vital quanto à preocupação com sua higiene e saúde.
      As mudanças operadas tanto no interior da escola quanto na família alteraram e contribuíram para o que denomino esgarçamento da aliança. (Silva, 2003 op. cit). Um dos pontos centrais é a alteração na forma de as crianças estarem na escola, principalmente, as decorrentes da escola de tempo integral. De acordo com Lovisolo (op. cit) este formato fez com que a escola se tornasse um lugar onde a “tia” é tia de fato. Ou seja, intentou cumprir um papel que não era o seu e, paradoxalmente, atua no sentido de manter a aliança. Além disto, um outro fenômeno, o do “fim da infância” tem sido objeto de preocupação dos educadores principalmente no que se refere a sua relação com o aumento da indisciplina e ausência de limites por parte de crianças e adolescentes. Para os educadores isto ocorre porque a família, cada vez mais, tem deixado a cargo da escola noções básicas de formação. Como consequência, a sala de aula, corredores e pátios se teria tornado uma praça de guerra na maioria das escolas gerando, inclusive, um novo fenômeno, o bullying (Simmons, 2004; Fante, 2005).
     Ao que parece, a intervenção dos especialistas que transformou deliberadamente a forma de se viver o espaço doméstico ao mesmo tempo, e este é um dado fundamental, consolidou a ideia da incompetência da família de educar para o coletivo, e para a solidificação desta visão, participavam, principalmente, as profissões assistenciais.
     Este processo histórico (e civilizador, nos termos de Elias) fez a família refém da escola, da medicina, dos assistentes sociais, dos psicólogos, enfim, daqueles que se proclamam conhecedores da forma como a criança e o adolescente devam ser educados. Como já mencionado, no caso brasileiro, as escolas em tempo integral cumprem cada vez mais o papel da família.
     Se aceitarmos o raciocínio de Lasch, a reação de fuga da escola por parte da família parece adquirir alguma lógica. Quem sabe, estejam realizando considerações do tipo: ‘na escola, desde a mais tenra infância, meu filho terá uma educação correta, já que ela vai acontecer nos moldes previstos pela ciência e não por minhas ideias instintivas’. Ou, ‘como o trabalho me absorve o dia inteiro, deixemos a educação dos nossos filhos nas mãos dos que podem e devem educá-los’. Paradoxalmente, quando algo ruim ocorre (algum ato de indisciplina; notas baixas, por exemplo) e os pais são chamados, eles se valem da ideia de que a escola deve educar ou, baseados em informações de natureza diversa (mídias faladas e escritas e leis como o Estatuto da Criança e do Adolescente) querem interferir na forma como a escola deve agir em relação ao filho, particularmente, no que se refere às punições”.

Bibliografia:
ARIÈS, P. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro: Guanabara, 1981.
ELIAS, N. A Sociedade dos Indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1994.
ELIAS, N. O Processo Civilizador: uma história dos costumes. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, (1993) 2 v.
FANTE, C. Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Campinas, SP: Verus Editora, 2005.
LASCH, C. Refúgio em um mundo sem coração. A família: santuário ou instituição sitiada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.
LOVISOLO, H. “Escola e família: constelação imperfeita.” Revista Ciência Hoje, vol.6 n.31, maio de 1987.
SENNA, UNAIDS, Banco Mundial, USAID, Fundação Ford, CONSED, UNDIME, 2002.
SILVA, T.M.T. Família & Escola: “Mamãe a Professora Quer Falar com Você, Eu Não Fiz Nada”. In: EVANGELISTA F. GOMES T. P Educação para ‘O Pensar’ Campinas: Alínea, 2003.
SIMMONS, R. Garota Fora do Jogo: a cultura oculta da agressão das meninas. Rio de Janeiro: Rocco, 2004.

ENTREVISTA

Entrevista com M.J. Duarte Antunes, professora do município, vítima de agressão por aluno do 3º ano do ensino fundamental.
P- Como tudo aconteceu?
R- Eu estava distribuindo umas folhas para fazer atividades de matemática, de repente, quando eu estava no fundo da sala, o aluno se levantou e empunhando um canivete, começou a gritar dizendo que não faria a atividade pois não gostava de matemática e nem de mim (ele havia tirado uma péssima nota na avaliação anterior). Eu tentei acalmá-lo e acalmar a turma, que nesse momento estava paralisada, em estado de choque (em alguns dias, eu tenho mais de 35 alunos em sala).  Foi aí que ele me atacou e conseguiu desferir alguns golpes que cortaram meu braço e minhas mãos. O inspetor de alunos, ouvindo os gritos, conseguiu chamar socorro e fui levada ao hospital e o menino retirado da sala de aula.
P- Você voltou à escola?
R- Não. Não tive coragem e, até hoje, evito passar por perto. Sinceramente, não quis nem saber o que houve com o menino. Estou sob tratamento psiquiátrico, pois tenho pesadelos horríveis, quase não saio e não tenho me alimentado bem.
P- O que você acha que desencadeou o comportamento do aluno?
R- Pelo relato dele, há algum tempo, a família é completamente desestruturada. O pai e a mãe estão presos. Ele é criado pelos avós, entre outros dez netos. A avó e o avô trabalham fora. Lembro que num mural de desejos para o dia das crianças, ele escreveu: 'gostaria que minha avó não me xingasse’...
P- Qual o seu sentimento em relação a esse aluno?
R- Pena. Muita pena. Pena por não poder fazer nada por ele. Sinceramente, eu não tomei conhecimento do que aconteceu posteriormente, porque me sinto impotente para tomar qualquer decisão. Não quero saber.
P- Você vai voltar a lecionar?
R- Acredito que nem tão cedo. Estou ainda muito traumatizada. Mas minha vocação é ensinar. Não sei como vai ficar isso na minha cabeça. Por enquanto, não tenho condições de enfrentar uma sala de aula.
P- Qual a atitude das gestoras frente ao ocorrido?
R- Elas procuraram me dar todo o apoio que podiam. Tenho conversado muito com a coordenadora pedagógica, enfatizando sempre o fato de que as escolas deveriam ter em suas dependências um suporte social, de saúde e principalmente psicológico, para orientar os alunos e suas famílias nesses casos tão tristes de abandono familiar, de violência domiciliar. Há tantos assistentes sociais procurando uma oportunidade de trabalhar, de colocar seus conhecimentos em prática... Seria de grande valia se os gestores da educação pensassem nisso.

DEPOIMENTO
Depoimento de R.C. de Souza Amaral, coordenadora pedagógica de escola do município do Rio de Janeiro.
“As intervenções do gestor nos casos de violência ocorridos no ambiente escolar, se limitam ao contato com o conselho tutelar da área, para que os pais sejam intimados a comparecer ao órgão competente para tomar conhecimento do ocorrido. Não temos o acesso desejado ao desdobramento dos casos. No âmbito da escola podemos suspender o aluno e só. Nenhuma medida punitiva no ambiente escolar nos é permitida. Assim ficamos reféns de alunos violentos e/ou perigosos, principalmente os adolescentes. Foi-nos relatado que em escola vizinha, os alunos da Educação de Jovens e Adultos agrediram o diretor que não quis fornecer janta para os amigos não estudantes desses adolescentes. Em outra, uma aluna, também da turma do EJA, agrediu uma professora que estabeleceu horário para o uso do banheiro, já que as constantes saídas dos alunos com essa alegação atrapalhavam o desenvolvimento da aula e pressupunha o uso de drogas no banheiro”.



Por:
Emilia dos Santos Gomes 
Marta Mendes Valadares
Shayenne Bueno da Silva

COMENTÁRIO

Pensar em resolver o problema da violência nas escolas, como???  Os hábitos, os bons e os maus, vêm de casa, do convívio social, do que é apreendido visual e intelectualmente, e convenhamos, os tempos de agora estão passando longe da sensatez, da temperança, da honestidade. Nunca se viu tantos escândalos, tantos abusos, sejam no âmbito familiar como no social. É preciso conscientizar com exemplos,  com oferta de oportunidades, com altruísmo. Se não, não há remédio.

  
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