Nome : Ana Cristina Tavares
Brilhante
Nome : Jannimária Nascimento
Souza
Nome : Nadir Grandino da Costa
Em menos de um mês, escola tem o 3º caso de violência entre alunos.
Nesta segunda-feira (19), um adolescente de 14 anos foi agredido com chutes e socos na Escola Estadual Heitor Penteado, em Americana.
Mais um caso de violência entre estudantes foi registrado nesta segunda-feira (19) na Escola Estadual Dr. Heitor Penteado, em Americana. Um adolescente de 14 anos foi agredido com chutes e socos, após uma discussão com um outro aluno. Em menos de um mês, esse é o terceiro caso registrado na unidade de ensino.
Segundo o registro policial, a vítima e o colega, cuja idade não foi informada, se desentenderam dentro da escola, após o suspeito das agressões ter falado mal da família do adolescente. Foi, então, que o menor foi atingido com chutes e socos. Com ferimentos leves e acompanhada da irmã, a vítima registrou um boletim de ocorrência na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Americana.
A direção da unidade informou que convocou os pais dos alunos envolvidos para uma reunião e o Conselho Escolar se reunirá para definir quais medidas serão adotadas. “A Diretoria Regional de Ensino de Americana repudia atos de violência e lamenta o fato ocorrido na Escola Estadual Heitor Penteado. O estudante agredido foi prontamente atendido pela direção da escola e o responsável pela agressão será suspenso”, traz a nota enviada para imprensa.
Ainda segundo o comunicado, “a professora mediadora – profissional capacitada para identificar situações de vulnerabilidade e traçar estratégias em conjunto com a comunidade escolar – tem realizado trabalhos de conscientização e sensibilização dos alunos, professores e coordenadores e desenvolvido atividades para reforçar a cultura da paz e a justiça restaurativa”.
Outros casos
O primeiro caso de agressão aconteceu na noite de 24 de agosto e envolveu três alunos maiores de idade, que frequentavam o EJA (Educação para Jovens Adultos). Um dos estudantes foi atingido na cabeça por uma cadeira. O rapaz precisou ser socorrido por uma unidade do resgate e foi levado para o Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi.
O primeiro caso de agressão aconteceu na noite de 24 de agosto e envolveu três alunos maiores de idade, que frequentavam o EJA (Educação para Jovens Adultos). Um dos estudantes foi atingido na cabeça por uma cadeira. O rapaz precisou ser socorrido por uma unidade do resgate e foi levado para o Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi.
Os envolvidos na briga ficaram seis dias suspensos e, depois, o Conselho Escolar exigiu que os estudantes deixassem a instituição de ensino.
Ainda no início deste mês, um estudante de 12 anos fraturou a perna direita após sofrer uma rasteira de um colega.
Os alunos estavam há dois quarteirões da Escola Estadual Dr. Heitor Penteado, colégio onde estudam. A vítima deve ficar dois meses com a perna imobilizada.
Referência bibliográfica
http://liberal.com.br/cidades/americana/em-menos-de-um-mes-escola-tem-o-3o-caso-de-violencia-entre-alunos-439951/
Um velho problema...
O fenômeno da violência no cenário escolar é mais antigo do que se pensa. Prova disso é o fato de ele ser tema de estudo nos Estados Unidos desde a década de 1950. Porém, com o passar do tempo, ele foi ganhando traços mais graves e transformando-se em um problema social realmente preocupante. Hoje, relaciona-se com a disseminação do uso de drogas, o movimento de formação de gangues – eventualmente ligadas ao narcotráfico – e com a facilidade de portar armas, inclusive as de fogo. Tudo isso tendo como pano de fundo o fato de que as escolas perderam o vínculo com a comunidade e acabaram incorporadas à violência cotidiana do espaço urbano. Enfim, deixaram de ser o porto seguro para os jovens estudantes.
[Artigo O bê-á-bá da intolerância e da discriminação, Unicef Brasil]
Referência bibliográfica:
http://www.unicef.org/brazil/pt/Cap_02.pdf
Infelizmente a violência entrou no currículo escolar das escolas brasileiras. Ao invés dos conflitos se fazerem no campo democrático das ideias, eles se fazem presentes através de agressões, ameaças e abusos, onde alunos, professores, diretores e funcionários são obrigados a conviver diariamente.
Apesar da violência escolar não ser um problema novo, nota-se que tem se agravado a cada dia e o próprio avanço da tecnologia e dos meios de comunicação contribuem para que isso aconteça. Prova disso é a internet e as redes sociais servirem de veículo de divulgação de brigas entre alunos, tornando esses fatos corriqueiros com publicações dessas brigas no YouTube.


Jannimária
VIOLÊNCIA ESCOLAR
Entrevista concedida pela Diretora, Sra *X e a Coordenadora Pedagógica, Sra *Y sobre violência escolar na escola *XYZ, que conta com a educação infantil e ensino fundamental.
( * - os nomes aqui citados são fictícios para resguardar os entrevistados e a instituição escolar)
Pergunta – Sra X, qual foi o caso mais grave de violência que a senhora presenciou em sua escola?
Diretora, Sra X – Um aluno do 9º ano saiu no último horário de aula da escola que é às 12:20h, e foi brincar em um parque perto daqui (a escola fica na Freguesia – Jacarepaguá no Rio de Janeiro. Esse aluno estava brincando de bicicleta descendo de uma rampa, quando a bicicleta ficou sem freio e o aluno só foi parar em um carro que estava estacionado em frente a essa rampa. O aluno se machucou. O seu rosto ficou cheio de cacos de vidro. Exatamente às 13:20h, esse aluno, levado por um colega, foi até a escola pedir ajuda. Abrimos a porta e o aluno, que estava muito nervoso, gritava dizendo que a culpa era nossa. Acreditamos que ele teve essa reação já querendo transferir o problema para a escola com medo da reação dos pais. Tentamos acalmá-lo e ligamos para seu pai. Quando o pai chegou, o aluno rapidamente começou a gritar que a culpa era nossa, já com medo de ser advertido pelo pai. O pai, vendo o estado filho, por sua vez, também nervoso, gritava conosco, nos agredindo verbalmente, quando a Coordenadora Pedagógica, mais calma, intercedeu.
Coordenadora Pedagógica, Sra Y – Primeiro, tentei alertar, dentro daquele caos, que o aluno precisava de cuidados médicos e deveria ir a um hospital. Perguntei se o aluno possuía algum plano de saúde, já que o fato tinha ocorrido fora da escola. O pai colocou o aluno no carro e como os dois estavam muito nervosos os acompanhei. Bem, o aluno foi para o centro cirúrgico para retirada dos cacos de vidro em seu rosto. O aluno ficou bem e o pai, mais calmo, escutou a versão da escola e nos pediu desculpas. Infelizmente, houve muita violência e desgaste para que a verdadeira versão dos fatos pudesse ser entendida.
Sobre a violência escolar:
A complexidade da violência esta na origem da própria humanidade e está vinculada a premissa de que para educar uma criança é preciso humilhar, ferir… A criança cresce num ambiente familiar de violência física e simbólica onde há a ausência de afeto e das mínimas condições de sobrevivência.
Quando se depara em sua memória de violência qualquer cena que vivenciou acaba por colocar para fora toda a violência acumulada, não importa que seja de pais ou professores ela acaba projetando para o outro o seu sofrimento psíquico, os rancores e desamores que presenciou ao longo da sua infância e juventude.
Em alguns casos vemos que não é tão simples assim, a criança e o jovem que agridem o professor precisam de ajuda e o professor que é agredido também. O extermínio da juventude pobre é imenso no país. A causa é a falência da família com a terceirização do mátrio e pátrio poder. Hoje os pais não querem mais cuidar dos seus filhos e delegam sempre para o outro. Este desamor vivenciado desde o ventre materno, somado à imensa desigualdade social do país são fatores a considerar nesta explosão de violência. Mas por que ninguém faz nada? Pois, a sociedade de consumo envolve e hipnotiza a todos. A indiferença em relação ao outro é o preço que estamos pagando. Um preço alto demais se considerarmos o número de famílias que perdem seus filhos pelo narcotráfico, violência, alcoolismo juvenil. O que temos que ver com isto? Tudo! Principalmente, quando não valorizamos e exigimos condições dignas de trabalho aos professores...
Entrevista concedida a Aluna Ana Cristina Tavares Brilhante
Infelizmente a mídia nos demonstra que a violência está presente em todos os lugares, na rua, no clube, nas comunidades e na escola também, é percebível que a violência escolar tem aumentado muito, isso é um fato extremamente assustador e verídico.
Sabe-se que, além da violência simbólica, atualmente a violência física tem demonstrado números expressivos, seja em qualquer seguimento, tanto em instituições da rede privada quanto na rede pública.
Portanto é primordial discutir o assunto com todas as pessoas que circulam o meio escolar pais, alunos, funcionário, vitimas, enfim todos os indivíduos, para assim buscar uma maneira democrática de resolver a questão.
O Debate é uma ótima oportunidade para esclarecer, apresentar ideias, indagar questões, é fundamental levar para o interior da escola, noticias de violência escolar e discutir sobre as mesmas, ouvir, orientar, construir valores, atitudes coletivamente e assim tentar modificar os casos de violência nas escolas,
O Diálogo é um passo determinante para encontrar a solução.
É preciso mostrar que o problema é de todos e que construir a solução é atitude de todos, para o bem estar de todos.
Nadir

